Pânico 7 está entre nós. Confira nossa análise do longa em cartaz nos cinemas!

A franquia Pânico está de volta as telonas após várias polêmicas envolvendo a produção do sétimo capítulo da saga, o que terminou na saída de Melissa Barrera, Jena Ortega e do diretor Chrisopher Landon em 2023.

Por fim, Pânico 7 teve seu roteiro refeito, o criador da franquia Kevin Williamson assumindo a direção, e o retorno de Neve Campbell ao protagonismo do filme como Sidney Prescott, após ficar ausente de Pânico 6 por conflitos financeiros com a produtora Spyglass.

Nesta quinta-feira (26), o sétimo filme da franquia iniciada em 1996, estreou nos cinemas e apresenta o capítulo da história que talvez marque um próprio reinício para a marca.

Isso por que, Sidney Prescott, agora Sidney Evans já que adotou o sobrenome do seu marido Mark Evans (Joel McHale), é mãe de três filhas, do qual a mais velha, Tatum (Isabel May) tem 17 anos.

O filme tem total peso entre o relacionamento conflituoso entre mãe e filha, até pelos segredos do passado vividos por Sidney que tenta poupar Tatum para sua própria proteção, o que acaba não durando muito tempo.

Logo os ataques de um novo Ghostface tem início em Woodsboro na antiga casa do Stu, que termina incendiada por completo pelo assassino que parte atrás de Sidney e sua família na cidade onde ela reside agora, Pine Grove.

Obviamente, Pânico 7 não é uma obra-prima, para agrada boa parte dos fãs que acompanham a franquia a 30 anos, o filme conta com cenas de perseguição insanas e surpreendentes, apresenta um Ghostface menos violento do que visto em Pânico 6, mas que ainda assim, entrega mortes de tirar o folêgo em diversos momentos.

Neve Campbell prova que mesmo após três décadas, desde que deu vida pela primeira vez a Sidney Prescott, sua personagem ainda segura a franquia nas costas sem muito esforço, isso é claro, ao lado de outro peso da saga e veterana nos filmes, Courteney Cox e sua Gale Weathers.

Gale aliás, surge em tela de forma surpreendente para salvar sua amiga de anos e faz o público vibrar.

 Para inovar, Pânico 7 introduz o uso da I.A a favor do Ghostface que usa da ferramenta para atrair Sidney para suas armadilhas, o que entrega para o público participações especiais como o próprio Stuart Macher (Matthew Lillard) e David Arquette (Dewey), em rápida aparição em momento chave do filme.

Talvez um dos momentos mais aguardados pelos fãs que acompanham desde o primeiro Pânico, acontece neste filme finalmente. A entrevista de Sidney para Gale, aqui de forma planejada para atrair o Ghostface, mas que entrega uma troca entre as personagens de forma nostálgica ao público da franquia.

Por fim, talvez a parte mais frágil de Pânico 7 de fato seja o 3º ato do longa onde se revela o assassino por trás da icônica máscara do Ghostface e suas motivações para o massacre da vez, contra Sidney e sua família.

O arco construído com o próprio Stu Macher, talvez tivesse sido a melhor direção a ser seguida, mas, talvez o diretor quisesse fugir do previsível e tentou apostar em personagens inesperado, mas, nem tanto para quem prestou atenção no longa desde o início.

É insuficiente, mas, o filme por completo entrega vários momentos que salvam Pânico 7 e se observar bem, apontam para o futuro da saga caso o estúdio queira seguir investindo na franquia.

Personagens como a novata Tatum e a dupla de irmãos Chad Meeks (Mason Gooding) e Mind Meeks (Jasmin Savoy Brown) de Pânico 5 e 6, estão muito bem-posicionados para assumir o legado de Sidney e Gale, se eles têm o carisma necessário para isso, ai já é outro assunto.

Pânico 7 vale o ingresso, e ainda que tenha sido bastante criticado, para quem gosta da franquia, há muitos momentos que valem a pena!